A Igreja Presbiteriana de Pinheiros (IPP), localizada na zona oeste de São Paulo, divulgou nesta quarta-feira (06/05/26) uma nota oficial em resposta a uma reportagem exibida pela Rede Globo em seu telejornal no dia anterior (05/05/26). A igreja nega qualquer irregularidade no manejo de dois exemplares da espécie Ficus elastica (falsa seringueira) e afirma que todo o processo seguiu critérios técnicos e legais.
A igreja tem como pastor titular o Pr. Arival Dias Casimiro e dentre seu quado de pastores Hernandes Dias Lopes e André Mendonça.
De acordo com a nota, a IPP não foi procurada pela equipe de reportagem antes da exibição da matéria, o que, segundo a igreja, impediu que seus esclarecimentos e posicionamento fossem apresentados ao público.
Laudo técnico apontou riscos à segurança e à infraestrutura
A solicitação de manejo arbóreo, segundo a igreja, foi baseada em um laudo técnico elaborado pela empresa Gobbi Tecnologia Ambiental, que atua há mais de 45 anos no setor. O documento classificou as duas árvores como “exóticas de grande porte” plantadas em canteiros de pequenas dimensões, incompatíveis com o desenvolvimento da espécie.
O laudo identificou os seguintes problemas:
- Crescimento incompatível com o espaço disponível;
- Sistema radicular agressivo e superficial, causando danos ao imóvel da igreja;
- Entupimento da rede de esgoto;
- Dificuldades de circulação para pedestres e cadeirantes;
- Ocorrência de cupins;
- Riscos à segurança de pessoas e ao patrimônio;
- Prejuízo à visibilidade no entorno.
O estudo também apontou que, no momento do plantio, não foram consideradas adequadamente as características da espécie, como o porte, a expansão da copa e o desenvolvimento radicular em proximidade com vias de circulação, rede urbana e áreas edificadas.
Autorização da Subprefeitura e compensação ambiental
A IPP afirmou que todo o processo seguiu os critérios e procedimentos previstos na legislação municipal de manejo arbóreo urbano, com protocolo aberto na Subprefeitura de Pinheiros, órgão responsável pela análise técnica e pela autorização do manejo.
A autorização emitida pela Subprefeitura, segundo a nota, também determinou uma medida compensatória ambiental: o plantio de novas árvores de espécie nativa da Mata Atlântica, conforme exige a legislação vigente. A igreja declarou que realizará integralmente essa compensação.







