Jornalista cristã presa por denunciar início da pandemia na China está à beira da morte

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A jornalista cristã Zhang Zhan, presa na China por reportar o início da pandemia em Wuhan, a primeira cidade do mundo que registrou casos de Covid-19, está à beira da morte, informou sua família.
Zhang, de 38 anos, declarou uma greve de fome, depois de ser condenada a 4 anos de prisão em maio de 2020 por “provocar distúrbios da ordem pública”, uma expressão frequentemente usada para silenciar cidadãos chineses que se opõem ao Partido Comunista da China.
Na semana passada, o irmão da jornalista cristã, Zhang Ju, informou no Twitter que ela está muito magra e “pode não sobreviver ao inverno”. “No coração dela, parece que existem apenas Deus e suas crenças, sem importar mais nada”, escreveu ele.

Na última reunião com seu advogado em janeiro deste ano, Zhang informou que continuava fazendo uma greve de fome parcial, como maneira de protesto. “Vou continuar a lutar de forma cristã, mesmo que custe a minha vida. Vou fazer que eles [as autoridades chinesas] se arrependam, e eu continuarei a orar para que o grande amor de Deus me guie”, disse.

A Christian Solidarity Worldwide (CSW), uma organização cristã que trabalha pela liberdade religiosa no mundo, já havia pedido a libertação imediata da jornalista para que ela pudesse receber os cuidados médicos necessários, alertando que sua saúde estava debilitada.

De acordo com a organização, a cristã foi alimentada à força por oficiais na prisão. Ela também foi acorrentada e teve as mãos amarradas durante 24 horas por mais de três meses. O presidente da CSW, Mervyn Thomas, denunciou que a deterioração da saúde da cristã era “alarmante”, a ponto dela precisar usar uma cadeira de rodas.
Em 2 de agosto, os pais de Zhang Zhan foram informados pelas autoridades penitenciárias de que a jornalista foi hospitalizada no final de julho e está gravemente doente, devido a uma desnutrição.
Zhang está entre os vários jornalistas que foram detidos pelo governo chinês por noticiar os primeiros estágios do surto de Covid-19, em Wuhan, em maio de 2020.

Entenda o caso
No auge do surto na China em fevereiro, a jornalista chinesa e ex-advogada viajou de Xangai a Wuhan para testemunhar a gravidade do vírus em primeira mão, informou a Reuters. Por vários meses, ela compartilhou vídeos de ampla circulação que mostravam hospitais lotados, ruas vazias e cidadãos preocupados com suas finanças.
Em sua reportagem, Zhang criticou o governo, acusando o Partido Comunista Chinês de silenciar denunciantes sobre o vírus e alertando que o bloqueio de Wuhan havia sido decretado de maneira muito dura.
Em seu último vídeo, Zhang afirmou: “A maneira do governo administrar esta cidade tem sido apenas intimidação e ameaças. Esta é realmente a tragédia deste país”.

Depois desse vídeo publicado em maio, Zhang parou de responder às mensagens e seus amigos souberam mais tarde que ela havia sido presa e levada de volta a Xangai, acusada de “espalhar mentiras e inventar informações falsas”.

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