O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve o uso de tornozeleira eletrônica imposto ao presbítero Roberto Carlos Rodrigues Antônio, condenado por participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. A decisão foi proferida na segunda-feira (28).
Condenado por incitação ao crime e associação criminosa, Roberto Carlos é apontado como um dos autores intelectuais das ações que resultaram na depredação das sedes dos Três Poderes. Ele foi sentenciado no âmbito do Inquérito 291, que apura a atuação de organizadores e instigadores dos ataques.
De acordo com relatório da Secretaria de Justiça de Mato Grosso, houve apenas registro de falha de bateria na tornozeleira, sem prejuízo ao monitoramento. Diante disso, Moraes decidiu manter as medidas cautelares, sem decretar nova prisão.
Além do monitoramento eletrônico, o presbítero está proibido de deixar a comarca de Sinop (MT) e deve permanecer em casa à noite e nos fins de semana.
No início de julho, Moraes já havia autorizado Roberto a frequentar cultos na Assembleia de Deus Missões de Mato Grosso. Nesta nova decisão, o ministro permitiu que ele se desloque aos domingos, das 8h às 10h30, para a unidade localizada na Avenida dos Carvalhos, na mesma cidade.





