A disputa pelo comando da COMIEADEPA ultrapassou os limites da missão espiritual e mergulhou em uma verdadeira guerra política. No centro da crise está o pastor Océlio Nauar, atual presidente em exercício, alvo de uma ofensiva marcada por cartas públicas, ataques nas redes sociais e articulações nos bastidores.
Nos corredores da convenção, ganha força a narrativa de um “golpe da fé”. Pastores denunciam que um grupo rival estaria articulando a destituição de Nauar sem o respaldo do voto direto da assembleia, o que gerou indignação entre seus apoiadores. Para eles, trata-se de uma tentativa de tomada de poder a qualquer custo.
A fala recente do pastor Océlio, alvo de múltiplas interpretações, teria sido propositalmente recortada para gerar repercussão negativa e justificar um possível afastamento. A estratégia, segundo aliados, evidencia uma movimentação política disfarçada de preocupação institucional.
A convenção a muito tempo já serve de palco político para candidatos e sempre houve essa guerra de interesses, muitos políticos “enfiam o nariz” diretamente naquilo que na teoria deveria ser um departamento criado para o fortalecimento da pregação do evangelho.
O episódio escancara a presença da política nas entranhas da COMIEADEPA. Líderes religiosos parecem mais interessados em derrubar o “adversário” do que em preservar os valores do evangelho. A motivação? Poder, influência, talvez dinheiro — mas certamente não Cristo.





